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Wednesday, August 30, 2006

Tributo a uma paixão, seja ela qual for...........



Quando comecei escrever a respeito de motociclismo, foi muito interessante, pois não pensava que originaria páginas ou colunas em Internet ou Revistas. Ou ainda, que chamaria a atenção de pessoas de tantas tribos.

O mais interessante é que desperta a curiosidade de motociclistas ou não, apaixonados apenas pelo esporte ou pelas máquinas, ou de outras pessoas que não tem contato algum com o meio e recebo e-mails de todo o país.

Talvez seja pela forma como escrevo, pois motocicleta, motinho, bike, tanto faz... Trato com enorme carinho, o mesmo de uma verdadeira paixão! O que torna a linguagem familiar e acessível a qualquer um.

Meu ponto de vista é bem diferente. Não tenho conhecimento técnico, tampouco entendo sobre mecânica, ciclística, CVs e CCs e acabo fazendo analogias a estes bólidos, que muitas vezes nem eu mesma sei de onde saem! Leio muito, aliás o que todo mundo tem acesso, nas revistas disponíveis do mercado.
Piloto, então sei como se comporta a minha moto, e pilotando outras motos de outras marcas e cilindradas, acabo percebendo algumas diferenças, sentindo-as pelo próprio punho, literalmente.

Uma correção: sei sim! Algumas vezes, quando estou acelerando a minha motinho, me surpreendo fazendo carinho ou conversando com ela...e mais, quando me equipo, ligo ela e saio, viramos uma só, nossa sincronia é perfeita. Só pode ser desta relação!

Certa vez, conversando com um amigo, contava sobre minha primeira experiência em alta velocidade com uma 1300cc, a famosa Hayabusa. Enquanto falava das sensações, do que eu havia sentido ao pilotar aquela máquina, meu amigo se surpreendeu. A certa altura da conversa me perguntou sobre o que eu estava falando! Se era mesmo de um passeio de motocicleta ou de um relacionamento afetivo!!! Pois mencionei a sensação quase orgásmica de sentir aquele motor pulsando sob mim, a adrenalina se expandindo no meu corpo e invadindo meus sentidos. Ou seja: sou uma mulher apaixonada por estes bólidos e que transmite em linhas estas sensações da mesma forma que descreveria alguma outra paixão.

Certa vez, um estudioso sobre relações humanas, psicoterapia disse-me que o ser humano precisa de muitos amores, pois na falta de um deles, não sucumbiria a solidão ou desamor, recorreria aos outros e nunca estaria só, rejeitado ou mal amado. Poderia ser um hobby qualquer, jardinagem, esportes, coleções, fotografia... Enfim qualquer coisa prazerosa. Eu encontrei um dos meus amores, certamente no motociclismo! Sinto que é isso que deixa minha forma de escrever atrativa, sonhadora e por que não, romântica!

Ah! E não poderia de deixar de fazer um adendo aqui. Perdi um conhecido nesta semana, uma pessoa bonita, uma das poucas com quem tive o prazer de pilotar junto, que apreciou minha técnica (a pouca que tenho), audácia e segurança e verbalizou isso... Fato incomum num meio predominantemente masculino, e principalmente, considerando nossas diferenças de máquinas e experiências.

Arthur! Onde estiver, esteja bem, com Deus! E siga a sua missão aí porque aqui você continuará em nossos corações.!!!!!!!!!!

Ainda falta muito para que eu seja uma excelente piloto, mas chego lá! Eu pretendo ir para uma 1000, ainda. Por enquanto a 600 é uma boa escola. Ágil, leve e o suficiente para eu aprender a deixar os sliders riscados e com preparo para pegar uma motoca mais endiabrada!

Enfim! Ser motociclista é mais que uma paixão, é um estilo de vida! Admirado por uns, odiado por outros. Apenas quem sente a emoção, a adrenalina, de comandar estes bólidos com a cavalaria pulsando sob você, pode dizer do que falo.
Seriam possíveis aqui várias analogias... Mas quem pilota, sabe!

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