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Wednesday, June 24, 2009

Capacete: item de segurança mais importante!




Este é um dos itens mais importantes no equipamento de um motociclista. Capacetes abertos que não protegem a face (queixo, nariz, dentes) são largamente utilizados devido ao nosso clima tropical. Porém, quem já encontrou o chão ou outro obstáculo, sabe o amargo sabor de não estar com um capacete fechado. Eu sei bem o que é não ter nenhum arranhão no rosto por estar com um excelente capacete fechado!


Não pretendo provar o contrário! E a máxima que sempre ouço é “ando de scooter, não precisa”. A motinho pode ser menor, mas o chão é tão duro quanto, as pontas cortantes dos obstáculos são as mesmas, o asfalto queima igual!
Outro aspecto é a qualidade do equipamento, e se ele já sofreu algum acidente, melhor deixá-lo como troféu numa prateleira. Os materiais sofrem desgastes, trincam e perdem a eficácia na segurança; melhor não arriscar, independente de validade ou outro critério qualquer.

O capacete, item primordial, é um artigo especial e tem necessidades diferentes, sobretudo porque não precisa se adaptar ao movimento do corpo, como ocorre com o resto dos equipamentos, incluindo as botas. Os capacetes dispõem de duas partes: uma externa, que além de absorvente tem de ser resistente a ruptura por impacto ou abrasão, e uma interna, composta por poliestireno e espuma, responsável por absorver o impacto e proporcionar conforto ao piloto. Hoje em dia, alguns fabricantes tem várias peculiaridades de cascos, às vezes formatos diferentes para mesma numeração visando adequar ainda mais o capacete ao usuário. Alguns possuem uma viseira que interna que substitui os óculos de sol, outros são articulados, ou ainda alguns possuem partes internas que podem ser trocadas por outras, laváveis, enfim, muitas peças com substituição, o que nos permite comprar um bom capacete e ir substituindo partes que danificam, até que seja preciso trocar o próprio devido a alguma queda ou acidente.
Os materiais mais comuns são fabricados com plástico injetado. Antigamente era utilizado o policarbonato, hoje é do tipo ABS. Em cascos de melhor qualidade, o plástico é substituído por novas tecnologias, como fibra de carbono, de vidro ou kevlar. Ou composições entre elas (tri-composite).
Além de apresentar mecanismos de resistência a impactos, os capacetes mais elaborados apresentam um design muito eficiente no que se refere a aerodinâmica, fator essencial para aqueles que possuem motos acima de 600cc. Um capacete mal-escolhido pode causar dores de cabeça e no pescoço ou aqueles zunidos ensurdecedores. Usar o capacete do amigo, pode ser uma péssima opção se o trajeto for superior a uma ínfima quadra. Quem já teve o desconforto de um capacete emprestado sabe do que estou falando.

Quantas vezes vimos pilotos do Moto-GP caírem a quase 300 km/h e nada sofrerem. Neste final de semana, vimos o Lorenzo dar cambalhotas, levantar-se, voltar ao Box para pegar a moto reserva e continuar na pista, ileso!
Os atuais equipamentos de segurança passam por estudos rigorosos em vários detalhes. Quando se compra estes equipamentos, precisa-se analisar uma série de itens muito além da estética, que podem fazer a diferença entre fraturas e mínimas lesões. Muitos motociclistas têm um conceito de segurança (falta dele!) que nos assusta. Vemos pelas ruas algumas pessoas utilizando capacetes desafivelados, com viseiras raspadas ou até sem ela, e ainda trafegando pelas estradas de bermuda, camiseta e chinelo. Já mostrei para vocês fotos que fiz pelas estradas do Brasil de pessoas nestas condições e muitas vezes mais de uma pessoa, duas, três ... completamente desprotegidas. Ter a consciência de que sua segurança é o mais importante já é um grande passo.

Para desenvolver bons equipamentos é necessário ter um departamento específico de testes e laboratórios. O principal deles está nas pistas do Moto-GP e Superbike, onde pilotos - que certamente não o querem - acabam tendo quedas espetaculares e na maioria das vezes sofrem pequenos arranhões.
A Itália, terra de Valentino Rossi, é atualmente o país mais avançado no que se refere ao desenvolvimento de equipamentos de segurança para motociclistas. Marcas italianas como a Dainese, e muitas outras, de várias partes do mundo, Spyke, Arlen Ness, Suomy, Alpinestars, Arai, Shoei, Shark, Spidi, Ixon lançam no mercado produtos que atingem vários públicos. Ou seja: é possível andar bem equipado, bem protegido sem precisar investir pequenas fortunas. O que é inconcebível é andar sem nada. É achar que somos excelentes pilotos e nunca vamos cair.

Lembrem-se sempre: as vias públicas estão cheias de armadilhas para nós motociclistas, mostrei na ultima coluna algumas delas. E qualquer obstáculo pode ser a diferença entre a vida e a morte, um ângulo qualquer de um veículo, de uma via, das imperfeições do asfalto, de um guard-rail podem ceifar nossas vidas. Recebi estes dias as fotos de um motociclista devidamente equipado, mas perdeu a cabeça literalmente pois teve ela cortada por um guard-rail. Então, equipamento não é tudo, CONSICENCIA E RESPEITO PELA PROPRIA VIDA É O QUE MAIS CONTA.

Abraços, Julie M.




CONVIDO A TODOS PARA PARTICIPAREM DO X MOTOSERRA, NO FINAL DE SEMANA DO DIA 06 DE JUNHO, EM BENTO GONÇALVES (RS). VEJAM PROGRAMAÇÃO NO SITE: http://www.expobento.com.br/2009/

1 comment:

Nogueira said...

Isso ae falou tudo!