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Tuesday, February 17, 2015

Viagens, como equipar-se!



Quando se planeja viajar de motocicleta, a primeira coisa a pensar é equipamento. Na realidade, se pensa o que vestir, o que levar em tão diminuto espaço, mesmo que a motocicleta em questão seja provida de malas e bolsas.




Nas andanças do USA2Ride, em visitas que fazemos às lojas e oficinas aqui no sul da Florida, encontramos um simpático casal que estava se preparando para um tour às Keys, bate e volta de Domingo. Jim e Michelle.

A preparação começou como todos nós motociclistas deveríamos fazer: checagem da motoca. Inspeção geral básica, fluidos, pastilhas, calibragem, parte elétrica e etc. Quando a Michelle viu a jaqueta que eu estava usando, com protetor de coluna, ombros e cotovelos, viu também que eu tinha luvas e um capacete fechado (fullface); veio conversar. 


Fiquei feliz em poder ajudar, dando dicas tanto do tipo de equipamento e por que se usa e também como usar. Indicamos lojas para ela comprar o que lhe faltava (tudo!). Na loja que estávamos a ajudei a escolher tamanho para a jaqueta, lembrando que o objetivo é proteger  em primeiro lugar e conforto e estética vem depois. 

 
Falamos de botas, luvas, protetor de coluna (backprotector), capacetes e muito mais. No dia seguinte à viagem perguntei-lhe como havia sido, mandou-me as fotos, muito feliz. Disse-me que foi até a loja que indicamos e compraram os dois capacetes, as botas e luvas que faltavam e que o passeio foi fantástico.

 

Sou sportbike rider, portanto minha mala de final-de-semana ou seja lá quantos dias forem, precisa se acomodar na rabeta da minha moto ou numa mochila (backpack). É a sessão desapego, considerando que visto o tradicional macacão para pilotar. Então de tanto fazer essa super mala de viagem, ficamos craques. Assim como, vestir-se para pequenas trips, mais fácil ainda. 

 
 
Quem precisar de sugestões e dicas sobre equipamentos, sobre o que vestir, seja em longas viagens ou pequenas distâncias,  escreva, terei o maior prazer em contribuir tal qual com Michelle e Jim!!!

Tuesday, February 10, 2015

USA2RIDE.COM


Em uma ação pioneira, USA2Ride entra no ar dia 10 de fevereiro de 2015 (nesta terça-feira) pela rádio WWNN 1470 AM South Florida. 

O primeiro programa de motociclismo em português em uma rádio americana! 

Transmitido para o mundo todo online via iHeart Radio e Tune In. 6:30 PM horário de Miami, 9:30 PM horário de Brasília. Aqui vão os links!

http://www.iheart.com/live/am-1470-wnn-5799/



http://tunein.com/radio/WWNN-1470-s23820

Monday, February 02, 2015

Progressive International Motorcycle Show 2015








Estive na Progressive International Motorcycle Show 2015, que ocorreu nos dias 16,17 e 18 de janeiro, aqui n Florida. O Miami Beach Convention Center reuniu alguns fabricantes, concessionárias e lojas especializadas em motocicletas e afins. Tive a oportunidade de ver de perto muitos dos lançamentos de 2015, de muitas montadoras. Algumas estarão entrando no Brasil em breve, outras ainda permanecerão nos nossos sonhos:



Ducati Scrambler 

A Scrambler, modelo retrô ou vintage, busca inspiração no modelo italiano dos anos 60 e 70,  e reaparece em quatro modelos: Icon, Full Throtle, Classic e Urban Enduro, sendo a primeira a única confirmada para chegar ao mercado nacional, ainda este ano. Segundo o fabricante a parte mais complicada do projeto foi executá-lo como se nunca houvesse descontinuado.  As linhas todas remetem ao estereótipo Ducati presente em todos os modelos lançados na época. Esta nova moto mantém traços da original e mantém também, a indicação estampada no tanque de que foi concebida em 1962 (born in). Da motorização? dois cilindros em “L” de 803 cm³, com comando de válvula Desmodrômico e arrefecimento a ar e óleo. Simples assim, como toda Ducati!


Ducati 1299 Panigale

“Regina di Bologna”, la 1299 Panigale!  Foi introduzida no Salão de Milão e mantém os padrões gerais de suas antecessoras, contudo, vem equipada com a nova versão de motor (dois cilindros em “L”) de 1285 cm³, com 205 hp e  seus 166,5 kg (dry), assim, podemos dizer pela proporção peso/potência que seja um míssil!  A casa de Bologna não parou por aí, tirou a tradicional rabeta com escapamentos e coloca no seu lugar um monoposto dividido e o sistema de exaustão fica logo abaixo, na saída do motor. Afora isso, mais fibra de carbono, leds nos faróis e a seu inconfundível design na estrutura, a  1299  ganhou um sistema eletrônico chamado IMU - Inertial Measurment Unit ou Unidade de Medida Inercial – que é a ‘centralina’ da moto, integrando todos os sitemas, inclusive de frenagem ABS. O câmbio quickshift, também foi adotado nesta versão. A versão top, a S, conta também com as suspensões Öhlins que não precisam de apresentação assim como os freios Brembo e rodas Marchesini.








  


Yamaha YZF-R1 e R1M
Pra quem tem uma R1 como eu, parar na frente da versão 2015 foi uma grata surpresa, me deparei com uma R1 minimalista forte e esbelta!

Muito embora tenha mantido a mesma configuração do motor anterior, quatro cilindros em linha com virabrequim Crossplane (o famoso motor big bang), internamente ele é completamente novo; traz tecnologia suficiente gerar os novos 200 cv declarados a 13.500 rpm – 18 cavalos a mais que sua antecessora. Algumas outras inovações são visivelmente perceptíveis, gerando uma redução no peso considerável, como rodas e subquadro em magnésio e tanque em alumínio, o sistema de exaustão saiu da rabeta e foi para saída do motor, deixando o conjunto todo mais leve tanto visualmente quanto literalmente, pois a nova R1 está bem mais leve e a relação de peso/potência ficou com mais cavalos que peso! E como todas as concorrentes no segmento, a eletrônica embarcada conta com ABS, controle de tração, de derrapagem, deixando a moto um pouco mais mansinha, mas sem perder o DNA do MotoGP. Menos peso, mais HP, mais diversão.

Assim foi apresentada a R1M, esta sim legítima extensão do MotoGP, muitas partes em fibra de carbono deixando-a ultra leve, com  faróis de Led, piscas integrados nos espelhos, suspensão Öhlins,  chassis em alumínio e magnésio, Deltabox® contribuem para a leveza do conjunto. O sistema de freios conta com ABS e UBS ( Unified Braking System), pinças Nissin e disco de 320mm complementam a performance de frenagem. Na CCU – Comunication Control Unit, no comando eletrônico desta obra prima da casa de Iwata, uma verdadeira parafernália de novos componentes, uma sopa de letrinhas em siglas: IMU – Inertial Measurement Unit que faz nada menos que 125 cálculos por segundo que se conecta com o YRC – Yamaha Ride Control que por sua vez tem sob controle uma antena de GPS para passar por wireless/wi-fi para sistemas Android ou IOS (Apple) as informações tanto para mapeamento como análise de dados das voltas (lap timing) chamado de Y-TRAC; o SCS – Slyde Control System; o PDM – Power Delivery Mode – que permite escolher entre quatro modos de pilotagem;  o TCS – Variable Traction Control System; o PDM – Power delivery Mode; LCS – Lift Control System; o LCS – Launch Control System; o QSS – Quick Shift System; o  YCC-T® - Yamaha Chip Controlled Throttle. Ou seja, um pacote eletrônico jamais oferecido para motos de rua, pura tecnologia








Kawasaki H2 e ZX14

Na Kawasaki duas celebridades: a H2 e a série especial de 30 anos da ZX14. A H2 é algo muito especial, pois para sua aquisição é necessário comprovar irá utilizá-la somente em pistas. Ela é uma outra monstruosa obra de tecnologia em eletrônica e ciclística, outro míssil, assim como a R1M; absolutamente preparada e desenhada para pistas. Está  equipada com motor supercharged, ou sobre alimentado, (a única moto em produção com este tipo de equipamento). A pintura com efeito espelhado – em grande parte da carenagem – foi idealizada pela Kawasaki Heavy Industries a divisão de Aeronáutica e Tecnologia do Grupo Kawasaki, bem como vários outros componentes da moto, dentro do conceito Built Beyond Belief, traduzindo,  construída além da imaginação! 

A iluminação em LED deixa a imaginação fluir, dando a impressão de presas, quadro em treliça verde destacando entre as partes espelhadas e em carbono e titânio. Existem duas variantes para a nova plataforma H2 supercharged. Uma delas é esta apenas para pistas, cuja produção é  limitada, a  Ninja H2 ™ R, que dispõe de 300 cv, pneus de corrida, uma carenagem frontal de fibra de carbono e um escape de titânio. Precisa comprovação A outra unidade é o modelo de rua Ninja H2 ™, que apresenta cerca de 200 ps (UE) que são, exatamente 197.1846514746 cavalos de força!  Esta tem os faróis necessários, piscas, pneus DOT para poder ser utilizada nas ruas. A Kawasaki não divulga números oficiais de potência para os modelos de rua, mas eu obtive a informação junto a uma fonte segura da Kawasaki americana. A Ninja ZX14 dispensa apresentações. Ela foi concebida num visual comemorativo ao aniversário da Kawasaki. A foto fala por si!


 

 
 
 





 BMW S 1000 XR
Uma das novidades da BMW na feira foi seu primeiro modelo crossover. Misturando a esportividade pois utiliza o motor de quatro cilindros em linha que equipa a superesportiva S 1000 RR  e o dual purpose com  o uso de suspensões de longo curso. Ou seja: a S 1000 XR é sinônimo de versatilidade, reunindo o que há de melhor nos dois ícones da marca germânica que são as S 1000 RR e da R 1200 GS. Conforto e ergonomia aliados ao alto desempenho cujo foco são as grandes viagens (long run). Na ficha técnica temos: propulsor tetracilíndrico de 999 cm³, com 160 cv de potência máxima e torque de 11,4 kgf.m, freios ABS, controle de tração e os habituais modos de pilotagem que a marca já utiliza em seus modelos.





Outras tantas marcas como Suzuki,  CanAm, Honda, HD, Indian, Triumph, KTM, Victory também apresentaram suas estrelas, esse artigo ficará bem extenso. Vou dividi-lo, sendo uma das partes será  um capítulo chamado Chopper!
Havia um concurso e consequentemente uma dezena de modelos brigando em brilho, motores e etc. Algumas muito originais, construídas a partir de materiais reciclados, garrafas, correntes e etc. E as pinturas? Brilhos e verdadeiras obras de arte. Muito glitter, muito  brilho nas pinturas, em detalhes como assentos, carenagens e cromados, dourados... Sem falar das Cruisers. Não são meu forte, contudo haviam verdadeiras naves em duas rodas, algumas contando com itens de pura sofisticação e conforto.


 


Fotografias: 
E.Schneider Photography  e acervo Julie M. 
Direitos autorais.













Sunday, December 21, 2014

HO-HO-HO.... FELIZ NATAL!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!


Pronto!!!!

Demorou, mas estão contratados... cada qual fazendo sua entrega!
Uns carregam presentões, outros presentinhos, outros guloseimas, outros carregam muitas surpresas;




mas todos carregam em sua bagagem:

PAZ;



HARMONIA; 



SAÚDE;

PROSPERIDADE; 



VITALIDADE; 



PERSEVERANÇA; 



Que assim seja , que 2015 seja  um ano de realizações e sucesso a todos os motociclistas, suas famílias e seus amigos... 

Que a consciência e a responsabilidade, segurança, paciência sejam os ingredientes da ceia destas festas e de todos os demais dias do ano que chega...

Que o fazer surpreenda em boas ações diárias, em carinho, em amor...
Que o SER sobreponha ao TER;
Que o bem sobreponha ao mal;

Pois que a celebração do Natal de hoje seja a razão pela qual passamos e passaremos nossas vidas: por AMOR, para o BEM, para a PAZ.


MERRY XMAS, FELIZ NATAL, BUON NATALE E 2015 repleto de alegrias...



Com carinho,

Julie Maioli. 

DEZ 2014




Friday, December 12, 2014

PROJECT LIVEWIRE - Uma idéia eletrizante da HARLEY DAVIDSON

Para minha própria surpresa, estou aqui nos Estados Unidos fazendo teste de uma Harley Davidson...



Fui convidada a participar do Projeto LIVEWIRE da Harley Davidson em Tampa, Flórida.
Foi uma experiência inusitada. Motociclista de motos esportivas pilotando uma H-D?
Sim e amei.



É a primeira moto elétrica, protótipo da Harley Davidson, hand made; ou seja, foram produzidas uma a uma, à mão, para que poucos convidados e membros da imprensa pudessem fazer o test drive e dar seu veredito. Não estão em produção e esta hipótese será avaliada após o término deste projeto onde a avaliação-experiência de cada ‘piloto’ for contabilizada.




O Projeto é transportado em um big truck de 18 rodas, o famoso “eighteen wheeler”, uma carreta gigante que leva esta estrutura toda às cidades eleitas para o test-ride. Serão várias cidades nos Estados Unidos até o final deste ano e em 2015 somarão cidades na Europa além da continuidade por aqui.


 

 
A moto tem um zunido parecido com uma turbina de jato, constante. Sua aceleração é rápida, de 0 a 96 Km/h em apenas 4 segundos. A Harley Davidson limitou eletronicamente os protótipos que testamos em 153 Km/h. O quadro foi desenvolvido em treliça de alumínio, e dá a impressão de uma moto bastante leve mas, pesando 210 Kg, é robusta como manda o DNA da H-D. Por fim, o motor de 74 Hp e 52 Lb de torque resultam em um produto ágil, divertido e perfeito para o dia-a-dia na cidade. Extremamente ergonômica e confortável, a Livewire conta com o sistema direct-drive tornando a troca de marchas através de câmbio e embreagem uma coisa do passado.




O test-ride durou pouco mais de 20 minutos pelas ruas de Tampa. Mas foi o suficiente para chegar a uma conclusão óbvia. Por onde passei, fui o centro das atenções. Ou melhor, a Livewire foi.


Em outras palavras: divertida, fácil de pilotar, confortável, boa frenagem, leve e dócil.
E com a assinatura HD!
Perfeita.
Um beijo grande, Julie M. (julienmjulie@hotmail.com)


Créditos das fotos:  EDUARDO SCHNEIDER -   Direitos Reservados ©