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Tuesday, July 20, 2010

110.000 km... de Esportivas!!!


É sabido por todos que me lêem com freqüência que não compactuo com direção perigosa, irresponsabilidade, e etc. Na grande maioria de meus textos, o assunto principal sempre é segurança, respeito e educação no trânsito. Mas também não sou hipócrita a ponto de não reconhecer o apelo que as motos superesportivas têm, que nos remetem invariavelmente à velocidade, a integração piloto e obra de engenharia, máquina.

Outra coisa que gosto muito e que tem me interessado bastante é o moto turismo aventura. Aquele onde se pode cruzar continentes de norte a sul, leste a oeste, mas que quase sempre são feitos em motos com grande autonomia de combustível, conforto na pilotagem e capacidade para muito equipamento extra, tanto para o piloto como para a moto. Motos que podem domar qualquer terreno, desde o asfalto ao rípio das margens de rios e lagos. Viagens que são de 5 a 50 mil kilometros, ou mais, muito mais.

Mas esta será outra história!

Desta vez, com essas distâncias todas em mente, histórias de amigos, motociclistas viajantes, começo pensar em viagens, mas com a minha motinho... e encontro um vizinho de cidade que tem 110.000 kilometros feitos em motinhos nada confortáveis. Claro, já vou adiantar, esta é a soma de todas as andanças feitas por ele a bordo de duas rodas, atualmente, de uma neguinha como a minha: Yamaha R1!

O Cristian Horbach, da vizinha Caxias do Sul. Ele é uma figura carismática, dono de um largo sorriso e simpatia e que tem na sua motinho uma de suas paixões. Fiquei curiosa e resolvi saber mais sobre estes 110 mil kilometros, e segue abaixo um pouquinho desta história:


JM- como e quando começou o interesse por motos:
Cris- O interesse começou quando um amigo e vizinho de prédio disse que estaria comprando uma DT200 para fazer trilha, então eu e o meu irmão Michel (2 anos mais velho) decidimos comprar uma moto para brincar, e lá fomos nós comprar uma Agrale Elefantré 30.0 preta, com documentos atrasados a 6 anos, ou seja, o que tinha de multa e IPVA’s vencidos superava o valor da moto em muito. Nesta época tínhamos uma pick-up e levávamos a moto até estradas do interior para apreender a andar, juntamente na companhia de nosso pai Ademir que também gostou de reviver os seus momentos de juventude quando também possuia uma Agrale Elefantré.


Dessa minha primeira moto a evolução foi da seguinte ordem: Agrale Elefantré 30.0 (para trilha), Yamaha XT 225 (para trilha), Kawasaki KLX 250 (para trilha). Essa última Kawasaki me ajudou a descobrir a paixão pelo asfalto, de forma negativa, mas ajudou. Cerca de 6 meses que havia caído, fraturando dois ossos com a XT 225 fazendo trilha, adquiri a KLX 250. Moto nova, véspera de ano novo (isso mesmo 31/12) e nenhum amigo querendo fazer trilha de moto, decidi passear sozinho. E lá fui eu! O aventureiro e sua moto nova, por aproximadamente uns 40km para perceber e entender a tremenda burrice que havia feito....cai e dobrei o cotovelo ao contrário (resultado: luxação e um braço sem articulação), por sorte, estava no final da trilha que era morro abaixo, e consegui levar a moto até o final da trilha e depois achei uma casa para obter socorro, neste caso (pai e irmãos).

Me recuperei e continuei fazendo trilha mas pensando em parar devido as frustações de tombos frequentes, até que o meu pai, Ademir, comprou uma Suzuki GS 500 pra passear. Ele achava que somente ele usaria a moto, pois eu já tinha a minha moto. Ledo engano, logo surgiu o gosto pelo asfalto e por chegar em casa limpinho! Comecei a freqüentar encontros de moto (com a moto dele). O primeiro grande encontro que participei foi o de Termas do Gravatal. E aí, a certeza da nova paixão, viagens de moto.

JM - quantas motos:
Cris - Agrale Elefantre 30.0 , Yamaha XT 225, Kawasaki KLX 250, Suzuki GS 500, Honda CBR 600, Kawasaki ZX9, Yamaha R1. Mais as motos que compartilhei com meu pai, o Ademir, pois seguidamente pegava “emprestada”. Aí viajei com uma Suzuki GSXR1000 e com uma Kawasaki ZX9 que ele tinha.

JM - e como dividiríamos os 110mil km rodados? Idade e tipo de moto, por exemplo:
Cris - até os 20 anos de idade (motos off Road); dos 20 aos 28 (motos esportivas); posso dizer que teria uns 100.000km de esportiva no asfalto e uns 10.000km (off Road).

JM – Fale-me sobre sensações/importância/significado pra tua vida e apoio da família:
Cris - A sensação que tenho andando de moto, é algo que todo motociclista sente mas extremamente difícil de traduzir em palavras, mas vou tentar elencar: o cheiro da estrada, a vontade de conhecer lugares diferentes, pessoas diferentes, amigos em diferentes partes do Brasil, aquela vontade de tomar um café na beira da estrada, de parar simplesmente para contemplar a estrada e falando especialmente das esportivas (minha paixão), só quem já acelerou uma esportiva sabe do que estou falando, aquela sensação de adrenalina misturada com o medo e embalada por uma concentração aonde tudo que não seja a sua moto ou você seja importante.

Dentro da família somos em 3 motociclistas, então o sentimento entre a família é: vai pilotar, mas com cuidado. Confesso que ao final de um sábado de sol, não há nada mais satisfatório do que chegar em casa e ver as outras duas motos da família guardadas impecáveis. Sempre recebo apoio da família para curtir motos pois todos sabem que é uma paixão, mas o sentimento de medo da perda de um familiar sempre vai prevalecer e conseqüentemente as vezes recebo incentivo familiar para ficar em casa num sábado de sol (em vão, mas a minha querida mãe tenta!). Algo que chama a atenção e gera muita curiosidade é o fato de seguidamente viajar aos encontros na companhia dos colegas e do meu pai, também proprietário de uma R1 e que acompanha o ritmo forte da moçada sem se queixar.

JM
– Fale sobre tua melhor viagem:
Cris - A minha melhor viagem foi em 02/07/2004, quando parti com a minha ZX9 em direção a Balneário Camboriu acompanhando um amigo que estava de mudança para São Paulo e queria levar a sua CBR. Parti numa sexta-feira de manhã com a missão de acompanhá-lo até Balneário Camboriu. No sábado de manhã nos despedimos e parti em direção a Urussanga-SC, no famoso encontro Motovinho, aonde encontrei alguns amigos e passei o sábado e no domingo retornei para Caxias do Sul via Porto Alegre. Aí muitos me perguntam, mas porque essa foi a melhor viagem? Confesso que não sei, apenas lembro do sentimento de amor pelo mototurismo que estava sentindo naquele momento, algo inexplicável e que de tão simples me marcou demais, seja por estar parando para almoçar sozinho na BR101, ou para tirar fotos na estrada. Enfim, o sentimento era de estar fazendo algo simples mas com tanto amor que é difícil explicar.

JM – E houveram longas distâncias, quais?
Cris - Nunca fui adepto a longas viagens, talvez por não ter oportunidade em função de trabalho, família, e/ou parceiros de esportivas dispostos a essas viagens. Mas a vontade de fazê-las é enorme, inclusive tentei organizar duas sem sucesso aos nossos países vizinhos, Uruguai e Argentina. Em compensação sempre estou na estrada e não é difícil me encontrar por aí, basta ir até um bom encontro ou então ir até Balneário Camboriú, reduto de bons motociclistas e distância ideal para se fazer em um final de semana a bordo de uma esportiva (1.100km entre ida e volta). Lembro de ter te encontrado em Balneário Camboriu em um ano que era a 7ª vez que estava naquela cidade a passeio de moto.

JM - Quanto ao relacionamento com os motociclistas em geral, o que me dizes:
Cris - Excelente, pois em geral é uma irmandade, onde se você precisar de algo certamente vai achar um bom samaritano, diga-se sinônimo de motociclista.

JM – E a tua participação em eventos de motociclismo:
Cris - Perdi a conta, há muito tempo da quantidade de eventos que participei, os encontros como Termas do Gravatal-SC (7 edições), Laguna-SC, Araranguá-SC, Tramandaí-RS, Brusque-SC, Urussanga-SC, Balneário Camboriu-SC entre tantos outros.

JM
– Sobre pistas e/ou profissionalismo:
Cris - Sempre me atraiu demais as pistas, porém o custo de competir me repele até hoje. Ano passado decidi brincar numa etapa do Campeonato Gaúcho de Motovelocidade, aonde existe uma categoria que aceita qualquer tipo de preparação de moto, ou seja no meu caso, nehuma, a moto exatamente como chegou da estrada foi colocada na pista (com placa e tudo). Para minha surpresa ainda obtive um quinto lugar com direito a pódio, troféu e muita alegria.


JM - Apontamentos finais:
Cris - Sempre quis expressar minha opinião por algo tão banal e polêmico. A discussão de MOTOQUEIRO ou MOTOCICLISTA??? muitos motociclistas se sentem ofendidos ao serem chamados de motoqueiros, pois motoqueiro tem uma conotação negativa para muitos. Mas não para todos, pois entendo que o simples fato de amar, curtir e/ou sobreviver sobre uma moto nos unifica de maneira inseparável e seja lá como formos chamados, o objetivo final é o mesmo, estar em duas rodas. Vale ressaltar que não conheço nenhum motociclista, motoqueiro, piloto ou moto-boy que odeie motos, então estamos todos no mesmo barco, ou melhor, na mesma paixão, que para alguns move em direção a um passeio, outros a um encontro, outros a uma pista ou ainda ao sustento de uma família ou um filho com fome.

As fotos foram todas cedidas pelo Cristian, dos álbuns da Família Horbach








SEMANA DO MOTOCICLISTA- REFLEXÕES

No dia do Motociclista sempre procuro falar sobre alguma coisa a respeito de nós, felizardos que usamos as motinhos para nosso deleite e lazer, ou ainda privilegiando a segurança e o respeito entre todos nós, motociclistas ou não.

Quando li o artigo do Sr. Lucas Pimentel, quis enviar para todos vocês as palavras ditas por ele, Presidente da ABRAM- Associação Brasileira de Motociclistas, pois é muito conveniente e oportuna. Não apenas pelo fato que gerou seu texto, a segregação veicular, mas principalmente pelos aspectos que ele elenca e que nós às vezes nos esquecemos e deixamos de lado o poder e força que teríamos, se quiséssemos reivindicar nossos direitos de contribuintes e trabalhadores:

“... que adquirimos nossas motocicletas de empresas legalmente estabelecidas no país, que fazemos a manutenção desse nosso veículo em empresas abertas ao público de acordo com as leis que regem o setor de comércio, que cumprimos o nosso dever de cidadão pagando ao poder público impostos para adquirir, possuir, abastecer, rodar e até mesmo acidentar-se numa motocicleta,...”

Segue o texto na íntegra. Um super beijo e think about!!! Julie M.


O motociclista e o exemplo de Mandela - Segregação veicular

Quero acreditar que você conhece a incrível história de abnegação e superação de Nelson Rolinhlahla Mandela, grande líder que pagou um enorme preço como um ferrenho opositor, a fim de livrar sua nação, a África do Sul, do Apartheid, regime de segregação racial implantado em 1948, pelo qual cerca de 4 milhões de brancos dominavam, massacravam e martirizavam quase 20 milhões de negros. Mandela ficou 38 anos na prisão por seu ideal de ver uma África livre: "Nosso país pertence a todos os que nele vivem", são as palavras de abertura da Carta da Liberdade, escrita por Mandela em 1950.
Esses e outros fatos que nos servem como lição e exemplo de vida estão ao alcance de todos através da internet, e inúmeros livros e filmes sobre a sua vida. Entretanto, o que quero destacar é que Mandela não buscava o seu próprio interesse e sim o de sua nação. Era advogado, portanto, conhecedor das leis, assim era capaz e preparado para obedecer e se contrapor nos momentos certos. Não obstante, fora da prisão, havia um enorme número de pessoas totalmente comprometidas, informadas e envolvidas com a justa causa que Mandela representava.
Em 11 de fevereiro de 1990, após inúmeras sanções internacionais, ele foi libertado, no ano de 1993 recebeu o Prêmio Nobel da Paz e em abril de 1994, por meio de um processo democrático, foi eleito presidente da república, cargo que exerceu até junho de 1999. Sua história de vida contribuiu para que o mundo olhasse com respeito para a África do Sul, tanto que o país entrou para o seleto time dos países-sede de uma Copa do Mundo de futebol. Hoje, no auge dos seus 92 anos, é o homem público mais respeitado na África, e a população esteve ansiosa por vê-lo dignificando a abertura do mundial em curso.
Digo isso porque, deixando de lado os equívocos e exageros de parte a parte, podemos sem dúvida nos inspirar no belo exemplo de Mandela, para fortalecer a nossa luta. Hoje, nós, motociclistas de bem, que nos habilitamos pelo processo estabelecido pela legislação vigente de trânsito, que adquirimos nossas motocicletas de empresas legalmente estabelecidas no país, que fazemos a manutenção desse nosso veículo em empresas abertas ao público de acordo com as leis que regem o setor de comércio, que cumprimos o nosso dever de cidadão pagando ao poder público impostos para adquirir, possuir, abastecer, rodar e até mesmo acidentar-se numa motocicleta, e que ao pilotar uma moto, usamos os equipamentos de proteção individual estabelecidos pelo órgão máximo executivo de trânsito da União, estamos de um modo geral sendo tratados como vândalos.
Pode parecer um exagero, mas vejo surgir diante dos nossos olhos o que podemos chamar de “segregação veicular”. É isso mesmo, o espaço público das vias, que sempre privilegiou os automóveis, agora, em pleno século 21, ganha força total através de uma nova roupagem: “Proibir a circulação de motocicletas em determinadas vias para diminuir as ocorrências de trânsito”. O que, a meu ver, é inaceitável, como certamente era o Apartheid. Não porque sou contra a segurança, pelo contrário, é justamente porque ao nos amontoarmos em vias já saturadas, aumentará exponencialmente o risco de nos envolver em ocorrências de trânsito. O pior é que pelo que vejo há uma Lei que permite o poder público municipal desrespeitar a Carta Magna do país que é a Constituição Federal, posto que com a municipalização a prefeitura pode ignorar o princípio constitucional que diz: “NINGUÉM SERÁ OBRIGADO A FAZER OU DEIXAR DE FAZER ALGUMA COISA SENÃO EM VIRTUDE DE LEI”.
Então, nessas eleições em que, dentre os cargos eletivos, elegeremos deputados federais, precisamos urgentemente eleger pessoas comprometidas com a causa motociclística. Pois são os deputados federais que legislam sobre trânsito, assim cabe a eles mudar o Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Talvez, você pergunte: E, além disso, o que podemos fazer de fato? Precisamos mostrar para a prefeitura a nossa indignação. Então, pensemos numa caminhada, assim ninguém será multado. Você precisa falar com cada familiar seu, cada amigo, mesmo que ele não seja motociclista. Mas fique atento: o grande problema que Nelson Mandela enfrentou é que os brancos diziam para os outros brancos que ele queria uma África só para os negros, com isso, os brancos se uniram contra os negros, daí a razão de tanta hostilidade. No nosso caso, precisamos explicar para as pessoas as consequências e os danos que sofreremos em não poder transitar em determinadas vias, pois que são contra motociclistas, tendo uma pista só para eles, serão ainda mais implacáveis conosco. Outra coisa que poderemos fazer caso a proibição entre em vigor é entrar com ações coletivas na Justiça contra a prefeitura com base no Inciso § 3 do Artigo 1º do CTB: “OS ÓRGÃOS E ENTIDADES COMPONENTES DO SISTEMA NACIONAL DE TRÂNSITO RESPONDEM, NO ÂMBITO DAS RESPECTIVAS COMPETÊNCIAS, OBJETIVAMENTE, POR DANOS CAUSADOS AOS CIDADÃOS EM VIRTUDE DE AÇÃO, OMISSÃO OU ERRO NA EXECUÇÃO E MANUTENÇÃO DE PROGRAMAS, PROJETOS E SERVIÇOS QUE GARANTAM O EXERCÍCIO AO TRÂNSITO SEGURO”.

Pensemos seriamente nisso!

Lucas Pimentel , 41 anos, é presidente da ABRAM - Associação Brasileira de Motociclistas, membro titular da Câmara Temática de Educação para o Trânsito e Cidadania do CONTRAN.


(Texto extraído da página oficial da ABRAM - http://abrambrasil.org.br/presidencia_16.06.2010.html )

Wednesday, July 07, 2010

O Sentido da Liberdade...



(Foto de Eduardo Wermelinger)


Quando ouvimos falar de motocicletas, vem sempre à mente a associação com liberdade, vento no rosto, cheiros, calor do sol na pele, enfim, muitas sensações gostosas que nos fazem viajar mesmo que não saíssemos do lugar!

Mas motociclismo é muito mais que isso.
Motociclismo para alguns chega ser uma religião,um mantra, ou ainda estilo de vida, opção de vida... poderia enumerar outras tantas associações. Mas liberdade... Por que liberdade?
Se entrarmos no âmago da questão, e passarmos a questionar, indagar aos pilotos-motociclistas e motociclistas- pilotos ouviremos muitas versões:

Quem pilota uma esportiva, muitas vezes no limite da navalha, essa sensação de liberdade é confundida com a adrenalina que se espalha por todo corpo, como se fosse um pavio aceso correndo por cada cantinho, por cada artelho, espalhando por todos os músculos, é indescritível.

Já quem anda na carona de uma super-trail, pode namorar o mundo! A começar pelo parceiro que a pilota. O mundo inteiro fica passando, mostrando todos seus contrastes, apurando todos nossos sentidos. A adrenalina parece outra, mexe com os nossos sentidos, deixando-nos em êxtase.

Quem pilota estas super-trails detém o poder da escolha, pois não há limites para os desafios, qualquer terreno é uma aposta. E a liberdade se traduz em não precisar se limitar a aspereza do asfalto, ao circuito de uma pista. Ela vai muito além, tão longe quanto os olhos e o tanque de combustível possa buscar! Desbravando muito além de estradas e paisagens, desbrava conceitos e desejos.

Liberdade acima de tudo é poder fazer a escolha de ser ou não ser feliz, e quem pilota sabe bem do que estou falando, pois sobre duas rodas, no terreno escolhido, na ciclística preferida, o limite de ir e vir é imposto por nós mesmos. No domínio homem - máquina.

Ainda bem que é apenas um caminho sem volta de estilo de vida, our way of life, mas que sempre voltamos de encontro ao que somos: Motociclistas...


Julie M.
Bento Gonçalves (RS) - 06/07/10

Monday, June 14, 2010

Motos & Mulheres e...

Mulheres & motos....



Este ano não escrevi sobre o dia da mulher como sempre fazia em 8 de Março. É um assunto bem interessante, tanto sob ótica feminina quanto masculina. Tenho como guia nestas minhas andanças de motinho uma premissa embasada em comportamento, a velha lei da ação e reação, respeitar para ser respeitado. Tenho horror às associações esdrúxulas entre Máquinas x Mulheres e vice-versa.



Então, desde que comecei meus primeiros quilômetros com moto, sozinha, sempre quis ser reconhecida como motociclista, por PILOTAR motos. Fiz inúmeras besteiras (barbeiragens!!!), coisas de principiante, que hoje em dia já são vagas lembranças. Fui aprender com quem sabe e dá conta do recado. Com gente de pista, e se pudesse estaria fazendo a cada ano um upgrade, pois sempre descubro mais alguma coisinha do jeito mais difícil, na prática; enquanto que numa pista fechada e com um instrutor seria mais fácil e muito mais seguro.
Por isso, meu recado para quem começa, tanto homens como mulheres, é:

RESPEITE SE QUISER SER RESPEITADO...
DEVAGAR SE VAI LONGE E SEMPRE...
A CADA QUILOMETRO SE APRENDE MAIS...
EQUIPAMENTO DE SEGURANÇA NÃO É PERFUMARIA...
A PREFERENCIAL NUNCA É DO MOTOCICLISTA...
NÃO ACHE NUNCA QUE VOCÊ JÁ SABE O SUFICIENTE...


Para mim a superbike está associada à força, desempenho, fascínio, aprendizado, coragem, determinação, respeito, humildade... e tantas outras coisas. Menos uma: sensualidade (sendo sutil e deixando aberto às interpretações!)
Não serei hipócrita a ponto de ser taxativa quanto ao apelo sexy das motinhos, pois elas denotam por si só seu próprio erotismo. Mas a vulgarização em tudo é deplorável.

Quem realmente pilota entenderá o que estou falando, tem uma frase por aí que diz mais ou menos assim: “Quem pilota entende, pra quem não pilota nem adianta explicar”



Já escrevi, há algum tempo, sobre a sensação quase orgástica de estar acelerando estes bólidos, mas o adjetivo foi usado para exacerbar o sentimento de estar pilotando. De estar dominando uma obra de arte de engenharia e tecnologia, onde qualquer desatenção significa proximidade com o chão e na melhor hipótese só dói muito!!!! Qualquer outra associação foi mera conseqüência da percepção míope de quem lia.

Por favor, não generalizem nunca, não rotulem nunca. Toda regra tem exceção e estas linhas expressam tão somente a minha opinião.

Esses dias um colega disse-me que estava com sua namorada (cada qual na sua bike) num encontro aqui do Sul e a namorada foi abordada de maneira acintosa debaixo do nariz dele. Aí ele perguntou-me se o desrespeito é sempre assim, pois eles adquiriram recentemente as bikes e estão começando a andar por aí. Fiquei sem jeito, porém disse-lhe que infelizmente ainda muitos são assim e que é preciso escolher bem aonde irá e com quem ficará.



Lamentavelmente são poucos os encontros onde se pode desfrutar de um excelente passeio e de estadia não tão perigosa. Muitos eventos ainda são para beber muito, zoar muito e respeitar pouco. Não faço apologia ao “Zoeira tô fora”, pois sinto falta dos velhos encontros onde se passeava de motinho, via-se shows de zerinhos, área própria para qualquer um gastar seus pneus com segurança, e muitas outras atrações. Mas tenho horror a desrespeito. Fui ao nosso XI Motoserra, no final de semana que passou, mas nem de longe lembra nossos velhos encontros. Uma pena.

Super beijo e até a próxima, Julie M.

XI MOTO SERRA & MOTO ADVENTURES...



Com relação ao evento aqui da Serra... participantes de muitos lugares, muitos moto grupos se fizeram presentes, uma centena deles e de vários Estados.
O tempo, para variar, frio e chuvoso, vindo a secar brilhar um pouco do sol ao final. Mas é sempre assim, nesta época do ano não há muito o que esperar.






Para os motociclistas de final de semana, é muito ruim, pois estes somente tiram suas motinhos debaixo do cobertor se o dia permite, com muito sol, e sequíssimo. Caso contrário, lá elas ficarão, aguardando a próxima previsão do tempo favorável!!




Para os motociclistas de verdade, frio, chuva... sol, tanto faz, o importante é a estrada e o final dela, os encontros com amigos, conhecidos e desconhecidos, mas unânimes no meio duas rodas!



Falava com um amigo, do Rio de Janeiro, que estava em Campos do Jordão e seguindo à Minas Gerais na semana que antecedia o encontro daqui da serra; ele perguntou-me dos atrativos do encontro e do que mais ele encontraria a sua disposição caso viesse para cá; aí comecei elencar as coisas daqui, tais como passeios entre os caminhos das vinícolas, vales, a parte gastronômica, pois toda vinícola tem um bom restaurante; enfim, o que temos e a feira Expobento, que ocorria no mesmo período do moto-encontro.



Neste momento, me dei conta que não temos lugares de lazer nem para nós “viventes” daqui, tampouco para visitantes. Ele já conhecia os “roteiros turísticos do vinho”, pois já tinha vindo em outras ocasiões a nossa cidade, então ele queria poder fotografar paisagens típicas nossas e poder desfrutar do nosso interior com boas estradas que não apenas estes caminhos já massificados pela mídia e turismo.



Não soube o que indicar... Dei-me conta que não temos locais para um café, uma vinoteca ou alguma coisa parecida no final de semana. Pouquíssimos lugares também durante a semana. Lugares com infra-estrutura, com bom acesso, com segurança, com eventos culturais, com gastronomia mas sem apelo unicamente comercial (tipo a adega de alguma vinícola onde o visitante é “convidado” a comprar). Lugares descomprometidos, sem venda implícita. Apenas aconchego e tecnologia. Sim, tecnologia significa pelo menos uma internet wireless gratuita, pois os viajantes de hoje necessitam deste tipo de conforto também!



Então, quem veio de longe teve que ficar entre o espaço da EXPOBENTO que tem um pavilhão dedicado ao MOTOSERRA e o que lá era oferecido, ou o já comentado caminho das vinícolas.



Pena não?? Acho que poderíamos ter mais a oferecer.



Quem viaja pelo país afora, sabe do que estou falando. Precisamos acolher motociclistas e ofertar coisas boas a eles também. É crescente o numero de pessoas que optam pelo Moto Turismo Aventura, que cruzam as fronteiras de nosso país passando sempre aqui pertinho. Mas poucos escolhem estes nossos lindos caminhos pela falta de bons propósitos.

Algumas imagens do XI Motoserra:







Beijos, beijos...Julie M.

XI MOTOSERRA - CONVITE



Eu, Julie M. juntamente com todas as pessoas que fazem o Encontro Motoserra de Bento Gonçalves, convido vocês, leitores do MOTOESPORTE.COM.BR para prestigiar a serra gaúcha em um evento completo, com motos, gastronomia, boa hospitalidade e organização.

É uma feira de muitas faces, tanto culturais como comerciais, com ênfase na produção artesanal regional, vinhos e alimentos além de todo o comércio local. Venham, participem, prestigiem...



Espero por vocês!!!




MotoSerra - Moto Turismo na Serra Gaúcha.

O MotoSerra, encontro de Motociclistas na Serra Gaúcha, realiza a 11ª edição, nestes anos tem reunido uma média de 7.000 pessoas em 4 dias de evento junto a ExpoBento, no pavilhão E do Parque de Eventos de Bento Gonçalves.
Realizado pela primeira vez em 1997, o evento reúne pessoas apaixonadas pelo Moto Turismo e pela região da Serra Gaúcha onde fica Bento Gonçalves.
Na campanha Zoeira ? To Fora !! desde 2002, o evento tem se caracterizado pela paz e confraternização amigável, reunindo famílias e amigos em volta deste ícone em comum, as motocicletas, nos mais variados estilos e gostos.
Os motociclistas do município, através de seus MotoClubes e MotoGrupos organizam este evento sem interesse econômico.
A realização do MotoSerra é a contrapartida e retorno social que oferecem ao município em que residem e vivem. O MotoSerra promove os Moto Clubes, Moto Grupos e Bento Gonçalves, divulgando para o Brasil e fora dele os potenciais e belezas de nossa região.



Informações: www.expobento.com.br e www.encontrosdosul.com.br
Relação dos Hotéis que apóiam o XI MotoSerra: DDD 0xx54
Hotel Dall'onder
R. Herny Hugo Dreher, Fenavinho 0300 147 3000
www.dallonder.com.br

Dall'onder Vitoria Hotel
R.13 de maio, 800, São Bento 0300 147 3000
www.dallondervittoria.com.br

Hotel Vinocap
R. Barão do Rio Branco 245, Centro 0800 704 1566
www.vinocap.com.br

Hotel Mont Blanc
R. Góes Monteiro, 711 B: São Francisco 3451-3766
www.hotelmblanc.com.br

Promovem o encontro:
Moto Clube Bento Gonçalves, Moto Clube Serra Nostra, ExpoBento, Uma Feira Sem Limites - www.expobento.com.br , Prefeitura Municipal de Bento Gonçalves - www.bentogoncalves.rs.gov.br, SETUR, DMT, Brigada Militar, AMO-RS
Local: Parque de Eventos: http://www.bentoeventos.com.br/


Sunday, May 30, 2010

Nossa Senhora Caravaggio




Fui...
Foi em 16 de Maio.
Domingo que prometia sol, quentinho mas que acabou sendo frio, com neblina e chuvisco, e cinza, lógico! Para variar... eita época do ano danada pra qualquer coisa com motinho. Nossa, já tinha ido num destes encontros ha muitos anos atrás, mas não tinha idéia de como havia aumentado o número de motos na cidade de todas as cilindradas.
Outra coisa que não se percebia é a diversidade de pessoas pilotando!
Todas as idades, sexo, estilos, possibilidades, tudo, tudo...

E o mais bacana, todos sorridentes, seja pilotando uma CG de 1980 ou uma esportiva zeradinha! O intuito da benção deve ter deixado todos mais sensíveis, afáveis e comunicáveis (em geral algumas tribos se hostilizam...)!


Foi um vapt-vupt, pois o tempo fechou e esfriou mesmo! Havia saido de jaqueta de verão e voltei debaixo daquelas chuvas que molham vc e a moto, mas não dão conta de molhar mesmo o asfalto, deixando ele com cara de piso ensaboado, sabem??

Mas é isso! Seguem algumas fotinhos, feitas de celular por isso a qualidade não é lá essas coisas, mas é possível ter uma ideia da quantidade de pessoas e variedade de que falei!

beijokonas....
Julie M.

Wednesday, May 26, 2010

Tempo.....


Há muito não escrevo... Muito mesmo...

Nem mesmo na minha coluna do www.motoesporte.com.br o tenho feito!
Ando muito "assoberbada", rsrsrs
Desde que mudou para o PT o raio desta administração (e os petistas por ideologia que me perdoem) não tenho mais sossego! Sou considerada "sobras da administração anterior" ou seja, não confiável, não isso ou não aquilo. Todo dia é dia de represália, de mau humor, de cinismo, sarcasmo e cia. Ameaças...uauuuuuuuu....quantas!

É necessário uma dose EXTRA SUPER MEGA TUDO de ânimo para sair da cama a cada dia. E chegar no trabalho, e pensar como éramos felizes e não sabíamos. Nunca odiei tanto não ter estudado medicina, ou qualquer outra coisa que me remetesse a léguas do serviço público.
E pasmem... fazia isso tudo com tanto gosto, chegando antes da hora, sem horário pra sair, esquecia da hora de ir embora, e hoje mal consigo sair da cama para ir pro chuveiro. Que tristeza...

Sentia uma alegria tão boa por ter feito alguma coisa (para quem não sabe trabalho no SUS, concursada municipal). Além de trabalhar muito, não ganhar horas extras, ainda tinha gás para academia diariamente e escrevia SEMPREEEEEEE... e motinho, bem, nem preciso dizer: SEMPRE!

Prometo voltar.... mesmo...

Hoje recebi dois alentos:

um e-mail de um motociclista viajante que gostou da entrevista que foi publicada no site Rock Riders a meu respeito, motociclista de respeito com um CV repleto de muitas milhas por esse mundo afora;

e de uma ilustre figura, representante do motociclismo gaúcho através da Federação Gaúcha de Motociclismo entre outras entidades, me convidando para participar da eleição da MOTOCICLISTA de BENTO GONÇALVES... rsrsr

Já me senti vencedora apenas pelo convite. Claro que este espaço deve ser trilhado por quem está iniciando suas andanças nas duas rodas e infelizmente já passei da hora de participar destes eventos...Mas fiquei imensamente feliz pelo convite e lembrança.

Afinal, santo de casa nunca fez milagres, e é a primeira vez que alguém DA MINHA CIDADE lembra que eu estou aqui; piloto esportiva desde quando nenhuma outra mulher fazia na região; escrevo para alguns sites, outras revistas impressas ou eletrônicas!!!

Fiquei feliz!

Bjks
Volto em breve!
Julie M.

Saturday, December 19, 2009

Final de Ano....



Fiquei pensando numa linda mensagem para finalizar as colunas de 2009 agradecendo a quantidade de e-mails que recebi. Queria dizer o quanto me é gratificante estar no meio deste mundo de duas rodas!
Fiquei pensando em muita coisa...escrevi muitas linhas, e como sempre, muito emocionada, pois fico lembrando das amizades que fiz, das coisas que aconteceram que melhoraram quem eu sou hoje.
Ficou um filminho passando na minha frente de tudo que aconteceu, momentos marcantes, alegres, e de muito nervosismo também, como o dia que estavam descarregando a minha motinho nova, por exemplo!
Mas achei melhor não escrever tanto e ir direto ao meu desejo de coração a todos vocês:

Feliz Natal !!!!! Feliz 2010!!!!!


A todos os motociclistas, amigos e leitores queridos que estiveram comigo no decorrer deste ano, o meu desejo de muita paz, muita alegria, muita saúde, muita diversão;

Muita responsabilidade, muita segurança, muitos quilômetros rodados, muitas amizades novas, mais outras tantas re-feitas;

Muito respeito à vida, muito respeito ao outro que roda ao lado, ao que fica em casa nos aguardando, ao que está juntinho, senão em nossa carona, que está juntinho de nosso coração!

Meu super beijo, e muito boas festas a vocês e seus familiares!

Julie M. (j.n.m@terra.com.br)

*cópia da coluna publicada no site www.motoesporte.com.br

Surpresa.....






Essa é a minha neguinha, a Vicky (de Victory, a minha vitória)!!!!Foi o presente que eu me dei de níver....

Wednesday, September 23, 2009

Sonhos....realidade.... velocidade!!!!



Nem tudo nesta mesma ordem, mas cada coisa a seu tempo...

Hoje vou postar um brinquedinho que emociona muitas pessoas, e passou a me chamar mais atenção!!!! Outra hora conto porque!!!! Ah, e a matéria é antiga, não muito mas é...

Yamaha YZF-R1 2008 chega às lojas direto da pista !!!!


Basta engatar a primeira marcha e acelerar para perceber algumas diferenças da quinta geração da superesportiva Yamaha YZF-R1 para sua versão anterior. Com uma relação de marchas voltada para as pistas, se o piloto buscar a potência máxima de 189 cv a 12.500 rpm pode chegar a quase 170 km/h apenas em primeira marcha.
Vantagem nas largadas em pistas como a de Interlagos, ou no campo de provas da Pirelli, em Sumaré (SP), onde a Infomoto testou a superesportiva japonesa. Ao final da reta de menos de 1 km podia-se facilmente atingir 250 km/h, e com espaço para frear (o que é mas importante), provando que a R1 continua com suas acelerações vertiginosas que podem levá-la de 0 a 100 km/h em 2,7 segundos.
Mas isso não significa que o novo motor, que abandonou as cinco válvulas e, a exemplo da Yamaha M1 de Valentino Rossi, conta com quatro delas por cilindro, não tenha "força" em baixas e médias rotações. O propulsor de quatro cilindros em linha vem equipado com um inédito duto de admissão variável controlado eletronicamente. Chamado de YCC-I (Yamaha Chip Controlled Intake) garante torque e potência desde as baixas rotações.
O YCC-I varia o comprimento do duto de admissão, feito em resina plástica, de acordo com a rotação do motor. A equação é a seguinte: um duto maior oferece melhor desempenho em baixas rotações; um duto menor, ou seja, mais curto, garante alimentação para o motor em altas rotações. O comprimento do duto da nova R1 pode variar entre 65 mm e 140 mm.
Na prática, pode-se perceber a eletrônica atuando quando se está em quarta marcha a 5.000 rpm e o motor responde rápido e sem engasgos a qualquer movimento no acelerador. Uma resposta precisa, em menos de um milésimo de segundo, já que a R1 conta com acelerador eletrônico, sem cabos (YCC-T, ou Yamaha Chip Controlled Throttle). Resumindo, o novo motor desta R1 herdou a mais alta tecnologia das pistas de MotoGP.
Curvas suaves
Outra inovação que vem das pistas direto para essa nova R1 é a embreagem antitravamento. O equipamento limita o torque transmitido para a roda traseira nas reduções bruscas, evitando que ela derrape em casos extremos e permitindo aproximar-se das curvas mais suavemente. A embreagem chega a "patinar" por alguns momentos, reduzindo o efeito do freio-motor.
O garfo dianteiro invertido (upside-down) e toda sua engenharia faz com que a nova Yamaha 1.000 mostre a mesma obediência já característica de versões passadas. O piloto escolhe a melhor trajetória e aproveita da ciclística impecável para contornar curvas com suavidade.
Ao voltar a acelerar, além da eficiência já citada do motor, tem à disposição a nova balança traseira assimétrica. Monoamortecida e totalmente regulável, ela mantém a roda no chão nas reacelerações, ajudada pelos pneus radiais Pirelli Diablo Corsa.
Na hora de parar essa 1.000 cc, a Yamaha diminuiu o diâmetro dos discos dianteiros em 10 mm (agora eles têm 310 mm), mas instalou novas pinças de fixação radial de seis pistões, que garantem que os 250 km/h podem chegar progressivamente, e sem sustos, a 60 km/h no campo de testes da Pirelli, no interior de São Paulo.
Visual musculoso
A YZF R1 manteve a identidade que fez sua fama nesses quase dez anos de história -- a primeira geração foi lançada em 1998. Porém, para garantir fluxo de ar adequado à parafernália eletrônica (YCC-I), teve sua carenagem redesenhada em túnel de vento. As entradas de ar estão maiores, e algumas peças estão mais angulosas. Da última versão para esta, a R1 manteve a dupla saída de escape traseira e a lanterna com LEDs na traseira.

(por Arthur Caldeira, em 14, Janeiro de 2008 -INFOMOTO)